quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mia Couto


Fazia tempo que eu queria ler alguma coisa dele.
No final do ano, me emprestaram Venenos de Deus, remédios do Diabo (esse post está atrasado, eu sei. Estou tentando...)
Cheguei em casa depois do trabalho numa sexta-feira e acabei com ele.

Sobrou só um poquinho para o sábado.
Na mosca! Sabia que eu ia gostar.
O moçambicano Mia Couto escreve poesias nas entrelinhas. No meio de uma frase prática, entra uma linha de palavras que te fazem pensar por horas e horas... Tipo de livro que a gente grifa, põe post-it, marca, desenha. Não fosse o fato do livro ser emprestado.

É um romance com características que me fizeram lembrar muito do realismo fantástico da vila de Macondo, do Garcia Marquez.

Mentiras, ilusões, solidão a dois, segredos de família e um entruso na história do casal Bartolomeu Sozinho e Dona Munda que vai ajudando o leitor a desvendar o mistério por trás da antiga casinha na vila Cacimba: Quem realmente é Deolinda, descrita no início como filha do casal e que, ao longo da história, vai deixando dúvidas sobre a real existência? E o que realmente Sidónio Rosa - o tal entruso - quer com a moça?

Vale a pena e eu indico.

2 comentários:

Dan disse...

Já me falaram muito desse cara. Aliás, desde a época da faculdade Cremilda Medina falava dele e de outros escritores africanos sensacionais. Já montaram até peça em Campinas e São Paulo baseada em contos dele. Preciso ler um dia.

Dan disse...

Mais uma peça, "Chuva Pasmada", que estréia daqui a pouco no SESC-Campinas, baseada em um conto de mesmo nome do Mia Couto. No elenco, Eduardo Okamoto e Alice Possani. Irá para São Paulo em breve e você poderá assistí-la aí.