quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mia Couto


Fazia tempo que eu queria ler alguma coisa dele.
No final do ano, me emprestaram Venenos de Deus, remédios do Diabo (esse post está atrasado, eu sei. Estou tentando...)
Cheguei em casa depois do trabalho numa sexta-feira e acabei com ele.

Sobrou só um poquinho para o sábado.
Na mosca! Sabia que eu ia gostar.
O moçambicano Mia Couto escreve poesias nas entrelinhas. No meio de uma frase prática, entra uma linha de palavras que te fazem pensar por horas e horas... Tipo de livro que a gente grifa, põe post-it, marca, desenha. Não fosse o fato do livro ser emprestado.

É um romance com características que me fizeram lembrar muito do realismo fantástico da vila de Macondo, do Garcia Marquez.

Mentiras, ilusões, solidão a dois, segredos de família e um entruso na história do casal Bartolomeu Sozinho e Dona Munda que vai ajudando o leitor a desvendar o mistério por trás da antiga casinha na vila Cacimba: Quem realmente é Deolinda, descrita no início como filha do casal e que, ao longo da história, vai deixando dúvidas sobre a real existência? E o que realmente Sidónio Rosa - o tal entruso - quer com a moça?

Vale a pena e eu indico.

It's raining cats and dogs!

Há mais de um mês, sem parar, todos os dias, sem trégua.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Faltou




Faltou criatividade, material bom, imaginação... Teve gente até dizendo que "foi combinado". Pura bobagem.

Na minha modesta opinião, acho que nada tem a ver com criatividade ou conchavo. Penso que o olhar dos editores está é cada vez mais engessado: Se voltam para um assunto pelo mesmo viés e não conseguem ver nada além da mesmíssima coisa que o concorrente.
Certamente o fato isolado não significa algo tão grave assim. Se SÓ as capas fossem iguais, tudo bem, até passaria... Mas não é o caso. As capas com a mesma foto é um exemplo exacerbado de que a linha de pensamento, assim como as fotos, são idênticas.
Nada é coincidência.
Acho que tá na hora de uma bela reciclagem nas ideias que "surgem" dentro das redações...