terça-feira, 27 de outubro de 2009

Adoro pau mole


Adoro pau mole.
Assim mesmo.


Não bebo mate
não gosto de água de coco não ando de bicicleta
não vi ET e a-d-o-r-o pau mole.

Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade que eu prezo e quero, sempre.

Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente - ainda que talvez um pouco antecipadamente) sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.


É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar, que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.


De Maria Rezende.
Mais uma escritora que eu descobri neste ano. Sorte a minha.

2 comentários:

Gambers disse...

Fato: Não há um pau duro sem um pau mole.

E com o duro não dá para fazer helicoptero!!!!

Anônimo disse...

Ameeeeeeeeeeeeei!