segunda-feira, 22 de junho de 2009

O velho e o novo. Ou ontem e hoje.



O passado e o presente.
Aqui.

As dez capas que abalaram o mundo

Dez capas de revistas que devem ser lembradas.
Aqui.
Via Novo em Folha.

Sobre jornalistas e cozinheiros

Eu vou ser breve. Mesmo porque, essa história já tá batida pra mim.
Mas é o seguinte, ó: Eu concordo com a não-obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da função. Acho que uma pessoa que fez economia tem muito mais condição de escrever numa editoria de economia, do que um jornalista, por exemplo.
Acho que o curso de jornalismo deveria ser técnico. A gente aprende a prática em dois anos e depois cursa uma faculdade teórica, consistente, já que a teoria na faculdade de jornalismo é balela.
Conversa pra aluno dormir.
Nada é aprofundado.

Então, para com essa hipocrisia e admita você também que a faculdade de jornalismo fica muito aquém do esperado. E que tem muita gente por aí que também é capaz de ser jornalista sem ter feito necessariamente a faculdade de jornalismo.

Pronto. Falei. E não, isso não é um espaço para discussão. Procure seu C.A. pra discutir alguma coisa.

Em tempo: Porque eu não concordo com a obrigatoriedade do diploma, não me dá o direito de perder a minha carteirnha da Fenaj. Fiquei bem triste com isso.

Coca-cola vintage



Legal né?
Daqui, ó!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quer ser jornalista? Parabéns, você já é!

TF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.

Representantes da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP, MG, Município do RJ, CE e AM acompanharam a sessão em Brasília. O presidente da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação sobre a revisão das diretrizes curriculares, José Marques de Melo, também esteve presente. Do lado de fora do prédio - onde desta vez não foram colocadas grades - houve uma manifestação silenciosa. Em diversos estados realizaram-se atos públicos e vigílias.

Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo.

No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.

“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.

Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.

Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

Li no site da Fenaj

Agora, comparar com cozinheiro e costureiro foi, no mínimo, falta de bom-senso.