quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ferréz


Sempre ele. Já tinha publicado aqui um post sobre um livro dele que eu li e passei mal. No bom sentido.
O Ferréz é ácido, não tem papas na língua e nesse último livro dele que eu li, Ninguém é inocente em São Paulo, (mais propício impossível) ele transborda esse estilo.
São contos, crônicas e poemas relacionados, ou nem sempre, à cidade de São Paulo.
Alguns são porrada na cabeça, desses textos que a gente fica um tempão pensando depois.
Ele retrata desiguladades, injustiças, as vezes romances, as vezes tragédias, com uma percepção feita para que você não feche o livro e ligue a TV depois.
E sim para que você pense a respeito.
E foi isso que eu fiz.

Ninguém é inocente em São Paulo é um livro cheio de histórias diferentes. Uma paulada só. Todas para que você pare e pense. A capa do livro já instiga o pensamento, o olhar mais crítico sobre desiguladades. É uma clássica do Tuca Vieira, que, numa só imagem, mostra um prédio de luxo cuja frente dá pra favela de Paraisópolis.

Não foi a toa que, junto a ele, eu li O apanhador no campo de centeio. Justamente o contrário.
Se não for assim, qualquer um que tenha um mínimo de sensibilidade pira.

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