domingo, 26 de abril de 2009

O ócio e suas vantagens

Assisti Frida, seguido por Na natureza selvagem.
Isso depois da minha peregrinação pelos cinemas: Valsa com Balshir, Fiel, Che, Linha de Passe, Palavra cantada...
Estou lendo A sangue frio, do Capote - ganhou um picolé quem advinhou - enquanto eu espero o livro que eu encomendei na Cultura chegar: Complexo de Clark Kent. Não vejo a hora.
Seguindo a linha do "não posso gastar dinheiro", to aproveitando pra ler também A insustentável leveza do ser, já que o Zé comprou e tá aqui dando sopa...

É isso aí. Esse é o meu ócio criativo. Meu vácuo abastecido. Meu vazio pleno.
Pelo menos to me alimentando.

Mas já chega de tanto tempo livre.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sebos e provas. Ou Ensebação para provas.

Fui fazer uma prova hoje a tarde.
Cheguei mais cedo e fui fazer hora num sebo. Lembrei que, desde o segundo ano da faculdade, quando eu tive aula de jornalismo literário, eu to a fim de ler um livro bááásico pra quem tá estudando isso e acabei achando-o no sebo por 15 mangos. Yeah! Levei e fui pra prova.
Comecei a ler o livro enquanto não começava.
Início de prova. Primeira questão:

Qual o nome do livro que deu início ao jornalismo literário, mostrando que uma reportagem também pode ser contada em forma de ficção?
(não com essas palavras, mas a questão era mais ou menos assim)

Um picolé pra quem advinhar qual foi o livro que eu comprei, e, consequentemente, que estou lendo agora.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Manutenção


Pessoal, meu blog está passando por uma reformulação.
A partir de agora, não vou falar apenas de livros e rótulos bizarros (hehehe), mas de diferentes coisas que eu encontro por aí.

Em breve, haverá uma linha mais clara. Mas, por enquanto, esse espaço deve ficar meio confuso, sem ter uma ideia exata para passar.
Tudo bem! As coisas vão ser aos poucos, ok?

Enquanto isso, fiquem com:

Street Art :
http://www.fkdl.com/blog

Lista de filmes que fazem você querer entrar na faculdade: http://timesonline.typepad.com/schoolgate/2009/04/20-movies-which.html
(em inglês. Veio do Desculpe a Poeira)

Prints incríveis:
http://ritawainer.wordpress.com/shop-shop-shop/
(Veio da Dani. E é daí a imagem que está neste post)

Eu no Twitter:
www.twitter.com/marinarossi

To cheia de ideias. Quanto menos cabelo, mais ideias. (Veio do Zé)


terça-feira, 14 de abril de 2009

Manual de Redação da Folha


Foi o único livro que eu consegui trazer até agora.
(o dicionário de sinônimos não conta)

Se você nunca deu uma olhada, faça-o.
Informação nunca é demais.

Sobre filmes e livros

Hoje fui, finalmente, assistir ao "Fiel". Ok, o filme me fez chorar do começo ao fim e me deixou arrepiada por todos os 90 minutos que tem.

Mas, claro, se você não é corintiano, vale assistir apenas pela magia do filme. Claro que não vai ser a mesma coisa.
Aí, que o filme me fez lembrar do livro da minha amiga Gláucia, Pacaembú, casa do Corinthians, que eu já falei um pouquinho aqui.

Enfim, Corinthians é Corinthians, e corintiano se emociona com um livro, um filme, um jogo, um gol aos 48 do segundo tempo (é, foi pra provocar).

Como tempo tem sido longo pra mim, aproveitei e saí de uma sala e entrei em outra. Fui assistir ao também falado Che.
Achei que fosse chorar mais um pouco e me emocionar, mas não. Não teve um momento emocinante. O filme é legal, vale pela história - nunca é demais saber sobre as revoluções - mas não é desses que fazem a gente se emocionar. E nem parece ser essa a ideia.

Aí, me lembrei de dois livros bacanas: Por quê Cuba? Que reúne textos de diversos autores falando sobre terra de Fidel, e o clássico do Fernando Moraes, A ilha. Esse já tá beeem ultrapassado, as coisas já mudaram e muito por lá, mas vale a pena. Primeiro porque eu admiro o autor, e segundo, porque saber o que se passa por trás de muitos discursos capitalistas é bem interessante.
Abaixo essa ideia de que "vão invadir a minha casa se o comunismo chegar". Quando a revolição chegou, as coisas realmente passaram a ser mais justas lá na ilha.


Abaixo a ignorância!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ferréz


Sempre ele. Já tinha publicado aqui um post sobre um livro dele que eu li e passei mal. No bom sentido.
O Ferréz é ácido, não tem papas na língua e nesse último livro dele que eu li, Ninguém é inocente em São Paulo, (mais propício impossível) ele transborda esse estilo.
São contos, crônicas e poemas relacionados, ou nem sempre, à cidade de São Paulo.
Alguns são porrada na cabeça, desses textos que a gente fica um tempão pensando depois.
Ele retrata desiguladades, injustiças, as vezes romances, as vezes tragédias, com uma percepção feita para que você não feche o livro e ligue a TV depois.
E sim para que você pense a respeito.
E foi isso que eu fiz.

Ninguém é inocente em São Paulo é um livro cheio de histórias diferentes. Uma paulada só. Todas para que você pare e pense. A capa do livro já instiga o pensamento, o olhar mais crítico sobre desiguladades. É uma clássica do Tuca Vieira, que, numa só imagem, mostra um prédio de luxo cuja frente dá pra favela de Paraisópolis.

Não foi a toa que, junto a ele, eu li O apanhador no campo de centeio. Justamente o contrário.
Se não for assim, qualquer um que tenha um mínimo de sensibilidade pira.

The catcher in the rye


Voltei. Ou melhor, a minha internet voltou.
E terminei O apanhador no campo de centeio.

O livro é bem infanto-juvenil mesmo, com uma linguagem escrachada e um personagem adolescente meio entediado, meio briguento, meio perdido.
Não trata de nenhuma questão muito séria da adolescência como drogas e sexo. Mas nem é essa a intenção.
Me diverti com a linguagem escancarada e com as histórias que ele conta. Mas passaei o livro todo esperando alguma coisa acontecer, o auge da história rolar, e não rolou.
Ou seja, é uma história sobre um fim de semana em que o protagonista narra suas aventuras. Nada além disso vai acontecer.
Mas é interssante! Precisava ler mesmo alguma coisa assim, mais leve, mais tranquila, sem que eu tivesse que pensar, voltar, ler de novo, grifar.

Vale pra descansar a cabeça.
E porque o livro é um clássico também.

Próximo livro, já na fila: A cultura da mídia, de Douglas Kellner.
Yeah!