segunda-feira, 23 de março de 2009

2G

2G. Esse é o nome do meu sumiço.
A minha querida internet com tecnologia 3G está, por algum problema que "estarei encaminhando seu pedido para que possamos estar verificando o que está acontecendo, senhora", com a velocidade da internet discada.
Eu disse internet DISCADA. Algum de vocês se lembra?
Eu TIVE que lembrar.

Por conta disso, fica difícil postar alguma coisa pois o Blogspot demora muito pra carregar. Imagens então, nem pensar.
Enquanto isso, leiam a Super Interessante deste mês. Tem uma matéria muito legal sobre o comportamento humano diante do canino. E vice-versa. Eu sou suspeita pra falar, mas é bom pra entender algumas peripécias do meu querido cão Fidel.
E tem uma matéria sobre lavagem cerebral MUITO legal também.
Além disso, continuo com O apanhador no campo de centeio, e Ninguém é inocente em São Paulo, do Ferréz.

"Num prazo de cinco dias úteis estarão entrando em contato com a senhora com a solução do problema.
Mais alguma coisa que eu possa ajudar, senhora?"

Grrrrrrr

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por aí



Não tem livro hoje, mas tem revista.
Aproveitem a matéria sobre o Twitter que saiu na Época desta semana.
O texto explica bem como funciona o bichinho, e vai mais afundo quando procura não só por usuários mas por especialistas que analisam a nova forma de comunicação e, porque não, de invasão de privacidade que surgiu.
Mesmo assim dá vontade de fazer um na mesma hora.

A matéria sobre o casal de lésbicas que geraram um bebê juntas - uma com o óvulo e a outra com o útero - e brigam para que a dupla maternidade seja reconhecida, também é bastante interessante.
Tempos modernos!


Aproveitem pra ler também a matéria da página 36 sobre uma denúncia que Marcos Valério fez, dizendo que foi espancado na cadeia por motivos políticos.
Achei fraca. O médico que fez o laudo foi contratado pelo próprio empresário - e não foi do IML como é normalmente - e registra os ferimentos mas não atesta a agressão.
Ou seja, me parece um espaço nobre, doado a um assunto que ninguém sabe até quando é verdadeiro e até quando é falso. Ou se é inteiro falso, já que não há prova alguma do que Marcos Valério afirma. Complicado né?
Publicar alguma coisa que a gente não tem certeza e que nenhuma fonte - além do interssado nisso tudo - consegue nos convencer sobre a verossimilhança do fato, pra mim é algo bastante sério. Principlamente em relação ao leitor.

Fora que é extremamente desnecessário o leitor saber qual a marca da cueca que o empresário usava nas fotos que foram para o laudo médico. O contexto não era suficiente para que essa informação fosse publicada.



Pra não deixar ninguém curioso...
Hugo Boss.


Hoje

Achei bem legal a matéria que saiu hoje na Folha, no caderno Cotidiano, sobre pais de classe média e média alta que decidem colocar seus filhos em escolas públicas por questões ideológicas.

Segundo a reportagem, a "diversidade" é o maior motivo para que isso ocorra. Cita a atriz Andréa Beltrão, mãe de duas crianças, e que teve essa atitude. Achei legal porque comigo aconteceu a mesma coisa. Pelo fato do meu pai dar aula na PUC, eu tinha direito de estudar num colégio particular de Campinas ligado à Universidade. Meus pais nunca me impediram de nada, mas, na única vez que eu cogitei essa possibilidade, eles conversaram comigo e disseram que preferiam que eu continuasse num colégio público. E foi assim. Fui pisar numa escola particular pela primeira vez quando fiz cursinho.
Achei a matéria bem interssante. Não coloco o link aqui porque só dá pra ler quem é assinante. Eu sou, mas não sei minha senha agora. Sorry!

Aproveitando a estadia - passageira, espero - em Campinas, vou ler "Ninguém é inocente em São Paulo", do Férrez. Devo acabar logo, então, jajá tem post novo.

Fora isso, estou lendo "O apanhador no campo de centeio", clássico, desses que todo mundo lê na época do colégio. Eu não fiz isso, um pouco porque era sem noção e matava bastante aula, um pouco porque tinha coisas mais importantes pra me preocupar, como as eleições do grêmio, o festival de rock que estávamos organizando, ou o campeonato de futebol interno.

É bom lembrar que isso não tem nada a ver com o fato da escola ser pública!

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Leitor


Um romance bem escrito. Em alguns - poucos - momentos, surpreende pelas descobertas que o próprio leitor faz a partir do contexto, dois personagens antagônicos, um cenário um tanto quanto político.
O Leitor é assim. Foi leve de ler, apesar de tratar de circunstâncias extremamentes densas.
Passa na Alemanha, no final da Segunda Guerra Mundial e trata timidamente da questão do holocausto. Timidamente pois não parece ser a pretensão do livro tratar desse fato como questão central.
Típico livro que você lê logo porque precisa saber o que vai acontecer. Daqueles que a gente fica preso e não descansa até terminar.

Depois, vi o filme. Normalmente nesses casos, eu prefiro o livro. Mas dessa vez, ficou no empate.
As expressões e atos dos personagens fazem com que a gente entenda mais ainda os motivos de cada um deles. O por quê de tomar tal atitude fica muito mais evidente. Fica até difícil de julgar quem está certo, quem está errado.
Vale a pena ler o livro e ver o filme. Só não sei em qual ordem, já que eu fiquei impaciente quando fui ver o filme.
Mas eu sou supeita pra falar. Passando-se uma hora e meia que estou na mesma posição e concentrada na mesma coisa, eu fico impaciente mesmo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu quero!


Tive que ler alguns capítulos desse livro na faculdade, pra fazer um trabalho. Não resisti e acabei lendo o livro todo.
Jornalistas e Revolucionários no tempo da imprensa alternativa, do Bernardo Kuscinski, traça toda a trajetória da imprensa brasileira durante os anos de chumbo (recentemente chamado de "ditabranda" pela Folha de São Paulo. Se você não soube, vale pesquisar sobre esse verdadeiro absurdo cometido pelo jornal e que vem sendo repercutido) em que o Brasil viveu.
O Pasquim, Bondinho, Sol, a inesquecível Realidade (eu tenho um exemplar originalíssimo dela. E!) e tantos outros veículos que surgiram e morreram durante a ditadura são devidamente valorizados e explicados pelo autor como uma ferramenta de expressão - coisa rara na época - e que sofreu as devidas consequencias por teimar em existir.
Dá pra concluir que a imprensa alternativa surge em decorrência de um contexto peculiar e morre quando esse contexto acaba.
Assim foi com todos esses veículos. Eles simplesmente não sobreviveram, seja à ditadura, seja à pós-ditadura.
Uma verdadeira aula de história e da imprensa naquela época.
Além do que, o autor não é qualquer um, certo?

Eu li o livro da biblioteca da PUC, mas to louca pra ter um em casa. É o tipo de livro que a gente usa pra consultar de vez em quando.
Nas livrarias não é muito barato, mas por ser um livro antigo já, deve ter em algum sebo. Só não descobri qual ainda. Quem souber, pode me falar!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Capão Pecado


Por uma hironia do destino, hoje eu quase fui parar em Capão Redondo.
Fui pra tão longe hoje que quando cheguei ao Largo da Batata, me senti em casa. E não é exagero. É sério.
Isso é São Paulo...
Mas, enfim, esse nariz de cera foi pra introduzir o livro de hoje: Capão Pecado, do Ferréz.
Primeiro porque eu admiro muito o autor. O Ferréz escreve artigos pra Caros Amigos há um tempão, já pubicou alguns livros, sempre tratando da periferia e suas condições de vida e eu já assisti a uma palestra dele.
Ele é ótimo. Um cara super inteligente, que veio da periferia, provando que força de vontade e uma dose de coragem valem muito mais do que uma PUC da vida.
Ele tem um discurso de esquerda que não se trata de uma esquerda retrógrada e sim coerente. Ele sim pode falar de desigualdade social.

Capão Pecado narra a vida em Capão Redondo - região bem periférica de São Paulo - por meio de um romance em que o protagonista se apaixona pela namorada do melhor amigo, que é um sujeito bem barra pesada. A partir daí, a história se desenrola de modo que a vida em Capão Redondo seja retratada. O romance á apenas uma maneira de levar o leitor a tentar entender como é a vida no lugar. E eu aviso: Apesar de ser um romance, o livro é bem pesado. Pra quem se sensibiliza com as desigualdades de um mundo cruel, vai ficar bem impressionado. Eu li há alguns meses já, e me lembro de ter ficado pensando por dias na história. E no lugar. E nas condições de vida - ou na tentativa de vida - em que as pessoas passam pra sobreviver.
Vale a pena pra gente ver o quão pequenos somos. Em muitos momentos.
E pra repensar em valores.


Próximo livro do Ferréz: Ninguém é inocente em São Paulo. Só não comecei ainda porque deixei em Campinas. Mas não poderia ser mais propício.