sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Piauí


Eu nunca achei a Piauí revolucionária e sei que nem é essa a pretensão da revista. Penso que segue a linha do jornalismo literário e que trata de diversos temas com uma visão diferente da normalmente retratada pela mídia.

Por isso é uma revista bacana. Diferente.

Não sou muito fã de jornalismo literário, prefiro mais a objetividade. Mas não tiro o mérito de quem o faz e reconheço a sua importânica diante da pirâmide invertida - que pra mim, mais parece um quadrado.

Enfim.

Na edição de janeiro saiu um texto que me deixou meio indignada.
Confesso que não li a revista toda, só esse texto, então, não estou criticando a edição, e sim apenas o que eu li.
"Como Fernanda Lima faz para conciliar a carreira com a maternidade, já que foi mãe recentemente de gêmeos".

E um texto de duas ou três páginas, não me lembro, com o diário da atriz.

Espera.
Como Fernanda Lima concilia a carreira com a maternidade????
Como a dona Maria faxineira concilia o trabalho com a maternidade, levando em conta que ela tem 5 filhos pra criar. E sai cedo todos os dias e deixa os mais novos na mão dos mais velhos e sabe Deus com vai encontra-los quando voltar.

Me poupem, Fernanda Lima tem babás e empregadas ao seu redor, além do dinheiro necessário para toda a infra de que necessita.

Sei que a linha editorial da revista não é a de mostrar a realidade nas favelas e não se preocupa com o lado social das coias. Ok, nenhum veículo deve ser necessariamente assim. Mas podiam pensar um pouco mais no contexto em que o periódico circula - num país como o nosso - antes de publicarem o interessantíssimo (ahã) diário da Fernanda Lima.


Tava mais para Caras do que pra Piauí.

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