quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Assassinaram a gramática


Acabei de comprar e, respectivamente, ler. Saiu quentinho do forno: "Escrevendo pela nova ortografia", do Instituto Antônio Houaiss.
Serve para todo mundo, viu? Não só aos jornalistas e professores. Afinal, até pra ter um blog, é necessário saber escrever, certo?
O tema não é dos mais agradáveis, I know, mas, é necessário.
É um livro fininho, divido em 4 partes: A história de Antônio Houaiss, todo o histórico da língua portuguesa até os dias de hoje, todas as regras gramaticais - todas, isso inclui as antigas também. O que é ótimo, pra dar uma fixada e pra consultar quando aquela dúvida cruel chegar - e o novo Acordo na íntegra.
Confesso que a última parte eu não li...

Mas, tenham! Na Fnac já tá em promoção e eu paguei R$16,50.
Vale a pena ter por perto na hora de escrever alguma coisa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Envelhecendo no carnaval


Demorei para postar coisas novas porque viajei no carnaval.
Na viagem, descobri que realmente estou ficando velha pra essas coisas de casa com 35 pessoas, falta de água, falta de luz, excesso de gente, falta de paciência... Tanto que falei isso pra uma pessoa que conheci lá e olhem o que ele me mandou.

Leiam e divirtam-se. O autor é ótimo e muita gente vai se identificar com a história.

(Foi o máximo que eu consegui para uma quarta-feira de cinzas, por favor compreendam e desculpem o transtorno. Voltaremos em breve com a programação normal da casa)


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pacaembú, casa do Corinthians


Só não terminei de ler antes porque estava realmente empenhada em outras tarefas. Mas, acabei. Foram apenas três dias para que eu concluísse a leitura desse livro tão especial.
"Pacaembú, casa do Corinthians" foi o livro que minha amiga, e também jornalista, Gláucia Santiago fez como Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade.
E acreditem: Com pouquíssimos ajustes, o livro pode estar brevemente nas livrarias.
A Gláucia traça a relação que o guerreiro e sofredor corintiano tem com o estádio que, diga-se de passagem, não é oficialmente do time.
Oficialmente.
Porque no coração e na história do Timão, o Pacaembú é mais do que um estádio, é, definitivamente, a casa do alvinegro paulista.
E ela deu um show de história e um show de narrativa, contando todo o trajeto do estádio em paralelo com a história do time.
Apesar do livro ter muitos números como datas e placares finais, a autora foi capaz de transformar, o que em muitos casos se tornaria chato, em algo prazeroso e interessante.
A linguagem faz com que o livro seja gostoso de ler.

"Pacaembú, casa do Corinthians" é, definitivamente, um belo livro-documentário e que não vale apenas para os corintianos.
Vale muito mais aos que não torcem para o Corinthians, pois vai despertar admiração pelo timão. E por toda a história do Etádio Paulo Machado de Carvalho.

Em tempo: o livro não está disponível nas livrarias. Aos que se interessarem, eu empresto, contato que o tratem como os corintianos tratam o Timão.

Enjoy!

Jovem e espirituosa: Chiquinha

Porque eu leio quadrinhos também!



terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Futebol, bebidas e arte

Estou lendo um livro sensacional de uma grande amiga minha. Conta a história da relação dos torcedores do Corinthians com o Pacaembú. E ela dá pau em muito marmanjo por aí, quando fala sobre futebol.
Assim que eu terminar de ler, coloco o post novo aqui.
E já aviso: Ela escreveu esse livro como o projeto final da faculdade. Ou seja: Não é pra qualquer um, já que não está nas livrarias.


Ainda.

Enquanto isso, entrem neste post do blog da Galileu, muito legal sobre bebidas bizarras.
E pense duas vezes antes de dizer que ninguém faz amigo tomando leite.

Saiba porquê aqui.
Vale a pena ler sobre os goles que o mundo quer que você beba por aí.


Se achar bizarro demais, neste link você pode encontrar um panorama da história da arte no mundo. De graça, sem aquelas páginas empoeiradas e aqueles livros pesadíssimos. Em inglês.
Vale dar uma passeada por lá.
(Dica do Desculpe a Poeira)


Enfim, pequenas dicas para compensar a falta do livro de hoje.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mais melodia


Aporveitando o embalo de poemas, não consegui ficar muito tempo com esse livro na mão sem o ler.
Ganhei ontem também e já li inteiro. Estranho seria se fosse diferente...
"O ex-estranho" de Paulo Leminski traz as ideias melódicas do poeta paranaense de uma forma que as palavras e linhas fluem com leveza enquanto são lidas.
Já o conhecia, mas estou gostando mais dele nesse momento. E amei o livro!
Dá vontade de sair por aí formando frases e versos com cada coisa que vemos.
O legal do Leminski é justamente esse jogo que ele faz. Ele brinca com as palavras, troca os versos, põe no avesso e depois volta ao normal.
Sempre me surpreende.

"Têm vezes que tenho vontade de que nada mude
vou ver
mudar é tudo que pude"

Pra transformar o tédio em melodia


Ganhei ontem, de aniversário e já devorei.
Não era por menos, estava em minhas mãos nada mais nada menos que Mario Quintana. Até agora, sussurrando sábias linhas na minha cabeça.
"Pra viver com poesia" traz pequenos poemas e frases do poeta, organizados em diferentes partes: Para seguir em frente, para encarar, para suspeitar, para provocar inquietude, para viver com poesia, entre outras.
Ao todo, Márcio Vassallo, que foi quem fez a seleção e organização, separa os poemas em 20 "paras" diferentes.
Aqui, um pouco do que eu grifei no meu livro. Mas já aviso: Vale a pena ter e ler de vez em quando.
Ou sempre.

"Rezar é uma falta de fé. Nosso Senhor bem sabe o que está fazendo..."
(Para olhar por outro ângulo)
"O pior da segunda-feira é que a gente sempre chega atrasado: "Meu Deus!Como é que eu fui perder a primeira-feira?"
(Para despertar a fantasia)
"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro"
(Para perceber a arte)
"Poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. O poeta satisfeito não satisfaz."
(Para chegar mais perto dos poetas)
"As distâncias não são grandes. Nós é que somos pequenos"
(Para notar diferenças)
"O que têm de bom as nossas mais caras recordações é que elas geralmente são falsas. Se eu fosse acreditar mesmo em tudo o que penso, ficaria louco."
(Para mirar no espelho)
"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso"
(Para encarar)
"Toda opção é um ato de desespero"
(Para provocar inquietude)

Nunca fui muito fã de poema. Mas estou de mudança! E estou entendendo que um livro de poemas pode e deve ser lido várias vezes: Em cada momento da vida, estamos procurando por algo diferente. E sempre encontraremos palavras relativas ao momento imediato vivido num livro de poemas...
"Para viver com poesia" é, sem dúvida, um livro que eu vou ler centenas de vezes ainda. Cada hora num momento diferente da minha vida.
Inspira!

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem"

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A arte da redação publicitária


Hoje é dia de publicidade aqui no euleioabula.
Pra dar uma descontraída...

Começo pelo sensacional pacote de Doritos:
Cor vibrante! Formato irreverente! Doritos é único! Tem atitude e é autêntico como você. Curta Doritos como os momentos mais intensos da sua vida. Curta seus momentos, curta Doritos!
Peraí. Cor vibrante em algo comestível pra mim já é bizarro. Comparar a "atitude e irreverência" de um salgadinho à minha, é mais bizarro ainda.
Que atitude um salgadinho pode ter senão a de te dar gastrite?
E que diabos Doritos tem a ver com os momentos intensos da minha vida?????

Aí, de manhã fui fazer meu cappuccino e me deparo com:
Cappuccino 3 corações é a sua opção, o seu jeito de aproveitar, com sofisticação e requinte, os raros momentos de bem-estar e conforto do dia-a-dia. Cappuccino 3 Corações. Seu prazer, sua escolha.

Quem disse que os momentos de bem-estar e conforto do meu dia são raros??? Sofisticação e requinte numa mistura de café, leite em pó e chocolate? Tá.

Eu sei que não estudei publicidade. Mas é impossível não achar esses rótulos bizarros.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Realismo Fantástico!


Hoje eu descobri que um dos meus livros favoritos é também percursor de um movimento incrível que ocorreu na América Latina - e depois saiu pelo mundo.
Explico: Cem anos de Solidão - um dos meus livros prediletos. Simplesmente amo - marcou o início de uma escola chamada Realismo Fantástico (ou Realismo Mágico, ou Realismo Maravilhoso. Eu prefiro Fantástico), que teve como adeptos Gabriel Garcia Márquez (claro!) ao lado de Jorge Luis Borges e Mário de Andrade (com Macunaíma). Pelo mundo, nada mais nada menos do que Kafka, por exemplo, encantou-se com o novo movimento que surge entre o início e o meio do século XX.


Pela internet li várias definições para o movimento, mas, sem dúvida, quem leu Cem anos de Solidão via entender muuuito mais fácil do que se trata do que quem não leu.
Isso porque o livro é exatamente o que o movimento propunha.
Fiquei mais fã do meu livro favorito depois dessa.

Se você ficou curioso, não perca mais tempo aqui, corra já pro Google e entenda do que eu estou falando. O Realismo Fantástico deveria ter sido ensinado na sala de aula com relevância igual a dada para o Humanismo, Arcadismo, Modernismo, Romantismo e todos os outros ismos da nossa literatura. Além de ser interssante, é um retrato do momento vivido pela América Latina na época: O Realismo Fantástico surgiu como forma de responder às ditaduras que ocorriam na América Latina e como uma resposta à Literatura Fantástica européia.
Legal né?
Ah! E pra quem gostou, tem mais: filmes como Big Fish, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e A Casa do Lago, são alguns dos influenciados pelo movimento.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Piauí


Eu nunca achei a Piauí revolucionária e sei que nem é essa a pretensão da revista. Penso que segue a linha do jornalismo literário e que trata de diversos temas com uma visão diferente da normalmente retratada pela mídia.

Por isso é uma revista bacana. Diferente.

Não sou muito fã de jornalismo literário, prefiro mais a objetividade. Mas não tiro o mérito de quem o faz e reconheço a sua importânica diante da pirâmide invertida - que pra mim, mais parece um quadrado.

Enfim.

Na edição de janeiro saiu um texto que me deixou meio indignada.
Confesso que não li a revista toda, só esse texto, então, não estou criticando a edição, e sim apenas o que eu li.
"Como Fernanda Lima faz para conciliar a carreira com a maternidade, já que foi mãe recentemente de gêmeos".

E um texto de duas ou três páginas, não me lembro, com o diário da atriz.

Espera.
Como Fernanda Lima concilia a carreira com a maternidade????
Como a dona Maria faxineira concilia o trabalho com a maternidade, levando em conta que ela tem 5 filhos pra criar. E sai cedo todos os dias e deixa os mais novos na mão dos mais velhos e sabe Deus com vai encontra-los quando voltar.

Me poupem, Fernanda Lima tem babás e empregadas ao seu redor, além do dinheiro necessário para toda a infra de que necessita.

Sei que a linha editorial da revista não é a de mostrar a realidade nas favelas e não se preocupa com o lado social das coias. Ok, nenhum veículo deve ser necessariamente assim. Mas podiam pensar um pouco mais no contexto em que o periódico circula - num país como o nosso - antes de publicarem o interessantíssimo (ahã) diário da Fernanda Lima.


Tava mais para Caras do que pra Piauí.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cale a boca!


Neste momento, estou lendo "Cale a boca, jornalista!", do Fernando Jorge.
Este livro é um clássico para quem quer entender da imprensa no Brasil e suas repressões já vividas.

Comprei uma edição especial revisada e ampliada.

Um tesão.
To adorando!
Assim que acabar, ponho os comentários aqui.

Enquanto isso...

Não percam a SUPER INTERESSANTE deste mês. Devorei ela ontem a noite.
Traz uma entrevista com a jornalista que escreveu um livro sobre a prisão de Guantánamo, uma matéria especial sobre o crime organizado - apesar de eu não ter achado as fontes dos números e informações publicadas (vou mandar um e-mail pra eles), a matéria é bem interessante - uma matéria que explica como é a vida de quem sofre do transtorno bipolar, além das inúmeras informações legais que a revista sempre traz.
Apesar de ainda haver alguns erros de português e outros de digitação - explicitamente falta um revisor na SUPER - a revista está entre as minhas preferidas.
Pode comprar!