quinta-feira, 26 de novembro de 2009

As meninas da esquina


Fui pra Campinas e acabei deixando a biografia do Simonal lá pra minha mãe ler. É, mais um livro que eu paro no meio.
Mas esse eu com certeza vou retomar.

O bom disso é que agora eu não me divido mais e posso me dedicar inteira às Meninas da esquina.
Eliane Trindade. Com certeza vai fazer diferença pra você também.

E em maio vai virar filme. Estreia nacional dirigido por Sandra Werneck.

São Paulo


"Podem achar ridículo, mas eu amo o Fábio Jr"

Banheiro do Filial. Tem coisas que só São Paulo faz por você.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Agora é essa


O Barbeiro de Sevilha.
Fígaro, que a gente ouvia sempre nos desenhos do Pica-Pau.
Agora eu vejo ao-vivo e a cores.
Qaurta que vem (25.11), no Theatro São Pedro.

Primeiro, foi essa


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Essa tal proclamação da república


Não achei que seria tão óbvio e tão frequente ir a lançamentos de livros depois que eu virasse realmente uma jornalista.
De qualquer forma, ontem foi dia.

Edison Veiga, jornalista do Estado de São Paulo, nosso amiguinho lá do trabalho (está na lista do "pra ele eu ligo, com carinho") lançou ontem Essa tal proclamação da República, pela editora Panda.

Cheguei em casa e devorei o livro - ok, é um livro fino - e já estou quase no final.
Ele trata de um jeito bem humorado da época de Pedros, Benjamins, Duques, monarquistas e republicanos.
Nada de aula de história chata da época da escola.
É gostoso de ler e, como todo bom jornalista, Edison procurou por fatos curiosos e que não costumam ser divulgados por aí nas (mais uma vez) chatas aulas de história da época da escola.

É bom pra dar uma clareada na nossa cabeça e saber como rolou tudo isso, de onde vem o hino nacional, o hino da república e - por que não? - como o Brasil deu no que deu.

Despretencioso, o livro é irreverente, cheio de ilustrações e comentários do autor.
É leve, desses que a gente leva para a praia num feriado e depois sobe a serra com mais conteúdo na cabeça.

(Se o feriado for 15 de novembro, depois a gente finge que tem boa memória e tudo o que disse sobre o motivo do feriadão é porque lembra das chatas aulas de história da época da escola)


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sobre a Balada

Literária:
De 19 a 20 de novembro (quinta, sexta, sábado e domingo desta semana), em vários lugares da Vila Madalena e de Pinheiros.
Imperdível.

Balada Literária reúne quase 100 artistas entre 19 e 22.11 na Vila Madalena

Nomes consagrados como Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Mário Prata, Francisco Alvim e o português José Luis Peixoto encontram novos talentos, músicos, boêmios e apreciadores da literatura em programação gratuita na Vila Madalena e arredores


De 19 a 22 de novembro (quinta a domingo), a Balada Literária reúne escritores e artistas nacionais e internacionais em mesas de debate, no palco e em bares, trocando ideias e festejando lançamentos. Os bate-papos gratuitos com escritores e os shows a preços populares acontecem em espaços culturais da Vila Madalena e arredores, como Livraria da Vila, SESC Pinheiros, Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Centro Cultural b_arco e os bares Mercearia São Pedro e Ó do Borogodó.

Pelo quarto ano, a Balada Literária propõe uma grande celebração às letras, em clima descontraído, em que o público realmente pode conhecer, reencontrar e conversar com seus autores favoritos, além de conferir shows, lançamentos e até participar de uma oficina de criação literária.

O homenageado desta edição é o escritor paulistano João Silvério Trevisan, que acaba de lançar Rei do Cheiro (Ed. Record). “Sempre fazemos um brinde a um autor vivo, que julgamos importante para o clima da Balada”, diz o escritor pernambucano Marcelino Freire, criador e organizador do evento ao lado da Livraria da Vila.

Entre os destaques da programação estão as mesas com Lygia Fagundes Telles (22.11, 14h30, na Livraria da Vila); o encontro de João Gilberto Noll com Santiago Nazarian (22.11, 11h, Livraria da Vila); o programa de TV que será gravado com os biógrafos Lira Neto (Maysa) e Fernando Morais (Paulo Coelho, Chatô, Olga, etc.) (22.11, 17h, no Centro Cultural b_arco); a conversa do escritor português José Luís Peixoto e o angolano Pepetela (19.11, 19h, SESC Pinheiros); e o bate-papo entre Xico Sá, Mário Prata, Matthew Shirts e Reinaldo Moraes, escritores boêmios que praticamente fundaram a Mercearia São Pedro, o mais literário dos bares de SP (20.11, 16h30, Livraria da Vila).

Para comemorar o Dia da Consciência Negra (20.11), será realizado o show Viva o povo brasileiro, que aproveita a data para celebrar a carreira de João Ubaldo Ribeiro. No palco do SESC Pinheiros, o jovem pianista-prodígio pernambucano Vitor Araújo recebe os cantores Fabiana Cozza e Rubi. O escritor baiano chega na Ressaca Literária, dia 29.11, às 17h, também no SESC, encerrando o evento em grande estilo.

Nas edições anteriores da Balada Literária estiveram presentes autores como Adélia Prado, Angeli, Antonio Cândido, Chico César, Cristóvão Tezza, David Toscana, Efraim Medina Reyes, Fernando Bonassi, José Luandino Vieira, José Miguel Wisnik, Luis Fernando Verissimo, Mario Bellatin, Moacyr Scliar, Paulo Lins, Sérgio Sant’Anna e Tony Belotto.

Gostou? Entra lá: www.baladaliterária.zip.net

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Balada Literária

Se você é como eu e lê até a bula, pode aposatar: Terão coisas muito mais interessantes a serem feitas nos próximos dias.


Aguarde.

100 dicas para viajar melhor


"Mãe, não fique chateada por Cuba.
O mundo é muito maior que isso.


(E nos espera)
Marina, novembro/09"

*comprei este livro do Ricardo Freire para a minha mãe, que começou a ler De Cuba, com carinho e está se remoendo com as histórias escritas por uma blogueira da pequena ilha.
Obviamente eu devorei as 100 dicas antes de escrever a dedicatória acima e embrulhar o livro.
Quanto ao livro de Yoani Sánchez, esse com certeza está na minha "lista dos próximos".

Nem vem que não tem

Algo me diz que eu vou gostar tanto desse livro, quanto a biografia do Tim Maia, de Nelson Motta.
A biografia do Simonal é de Ricardo Alexandre, editor da Época SP.
Comparações a parte, se for tão bom quanto Som e Fúria, eu conto aqui.
Se não for, eu conto o por quê.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Duas coisinhas. Bem distintas


I

Osgêmeos na FAAP.
A 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
To dentro.


II
(Desabafo. Apenas um desabafo)

Acho um absurdo dos maiores você ligar para um jornalista oferecendo uma pauta, e ele perguntar:

"É exclusivo? Se não for, eu não publico."
Faça-me o favor! Você tá com a bunda na cadeira, não tem o menor trabalho porque a pauta cai no seu colo, e ainda quer que seja só para você?

Quer exclusividade, vai pra rua.
#prontofalei


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Você já abraçou Ary Itnem?

Primeiro filme que eu assisto da Mostra Internacional de Cinema de SP.
O abraço corporativo.
É contestador, indagador. Surpreendentemente bom.
Façam-no.

Abraços

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Moacyr Scliar


Até que enfim eu to lendo alguma coisa dele.

"1964, mãe judia".
E confesso: To lendo até escondida no trabalho.

Adoro pau mole


Adoro pau mole.
Assim mesmo.


Não bebo mate
não gosto de água de coco não ando de bicicleta
não vi ET e a-d-o-r-o pau mole.

Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade que eu prezo e quero, sempre.

Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente - ainda que talvez um pouco antecipadamente) sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.


É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar, que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.


De Maria Rezende.
Mais uma escritora que eu descobri neste ano. Sorte a minha.

domingo, 20 de setembro de 2009

Curso promete formar jornalista em 45 horas

Ok, parei de sacanear.
E comecei a chorar.

Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas


“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.


Indignem-se vocês mesmos: Aqui no Comunique-se

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pobre classe média

DICA 027 - Ter medo

"Você nunca será um membro da Classe Média de verdade, se não compartilhar um nobre sentimento com seus colegas: o medo. O médio-classista, por definição, é um amedrontado por natureza. Isto advém do fato de que, para ser uma pessoa privilegiada ("graças a Deus, mesmo com todas as dificuldades"), é necessário que exista alguém em uma condição inferior, ou seja, "que não goste de trabalhar nem estudar" e por isso não tenha uma vida "remediada" como a sua. E é por isso que a vida do médio-classista parece um mundinho de cristal: qualquer coisa fora do mínimo controle pode por tudo a perder.

O medo da Classe Média se baseia na preocupação com as três coisas mais importantes para a vida de uma pessoa: o patrimônio, a própria saúde e a família (nesta ordem). E graças ao hábito de se manter bem informado (lendo Veja, assistindo Jornal Nacional e Fantástico), o colega sabe muito bem que viver é perigoso. Logo, o Juninho não pode andar de bicicleta na rua, porque pode ser atropelado, desaparecer misteriosamente ou, pior de tudo, ter a bicicleta roubada. Graças a Deus inventaram os condomínios, né! E a filhinha tem que levar a máscara e o álcool em gel para o balé, porque essa gripe suína está matando mesmo, está uma loucura. Desse jeito, será preciso cancelar a viagem a Buenos Aires... humm... não.... aí também já é exagero. Como se não bastasse, a TV vai sempre te lembrar que há muito a temer todos os dias. A Dilma Roussef, por exemplo, te causará um frio na espinha, sempre que aparecer na telinha com o Bonner narrando suas barbaridades.

O lado bom é que a economia se movimenta. Afinal, donos de lojas de arame farpado e fabricantes de alarme, circuito interno de vigilância, armas, "insulfime", blindagem de carros corretores de seguros, são todos da Classe Média: também têm que pagar a escola dos filhos e o plano de saúde, e já que isso é pra te proteger desse mundo perigoso, acaba sendo um dinheiro bem investido.

Se você, aspirante à Classe Média, ainda não consegue sentir tanto medo de tudo, não se preocupe. Experimente duas semanas ouvindo a Míriam Leitão, lendo a Folha e assistindo qualquer jornal na Globo. Enquanto o medo não vem, você já pode ir adquirindo seus kits de proteção. Não ligue se não houver nenhum estranho de olho no que é seu. O principal neste momento é ostentar sua cerca elétrica, para que a vizinhança toda preste mais atenção no seu carro recém-adquirido em sessenta vezes. Quem sabe até os ladrões se interessem e façam seu investimento em segurança ter alguma utilidade prática..."

Porque tem gente que escreve e é como se fosse uma paulada na cabeça. E tem gente que tem bom humor.
E tem gente que dá paulada na cabeça com bom humor.
Divirtam-se!
Veio daqui e vale a pena sempre dar uma visitada.

Ah! E se você acredita na imparcialidade da revista semanal, paga gasolina no cartão, não anda de onibus e comprou um carro a prestação, não perca essa aqui também.
Pobre classe média!

A Meduza e O beijo


Legal, né?
Daqui

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Desejo de consumo


Da série "tô virando paulistana".
Daqui


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mario Bellatin

É, isso que você está vendo é um pênis.
Esse grande escritor mexicano não tem um braço e pede aos amigos artistas que façam próteses (apenas com caráter estético) com o que a imaginação mandar. E foi assim que ele se apresentou nessa última FLIP.
Para mim, esse motivo foi suficiente para que eu comprasse correndo o último livro dele Flores.
Valeu a pena a corrida. Nunca um pênis mexeu tanto com meus instintos literários.

Anúncios vintage machistas


Recebi esse link do pai de uma grande amiga minha.
Com o título: "Tem a cara de vocês".
E tem mesmo.

Um mê depois...



Eu ainda tô viva.
Apenas em novos projetos que, em breve (espero), estarão por aqui.

Ando investindo meu tempo em coisas como A matadora de orquídeas e as ideias que ela me inspira, o texto que eu vou mandar para o Curso Abril, uma viagem nova, uma imagem nova, um mundo novo.